domingo, 10 de abril de 2011

QUEM PRESERVA?




PATRIMÔNIO HISTÓRICO DE ARCOVERDE: 
QUEM PRESERVA?


“A cidade não teve tempo de envelhecer, criar raízes tecer sua própria história através da arquitetura. Todos os seus prédios antigos nos quais residiam alguns valores simbólicos para a cultura do povo de Arcoverde, foram destruídos. Não há nesta cidade uma política de proteção aos patrimônios históricos e culturais em nível local. Trata-se de uma política de desmoronamento da história frente à resistência da memória e da cultura popular”.
            Foi dessa forma que o Movimento Cultural de Arcoverde, cidade localizada no Sertão do Estado de Pernambuco, se expressou quando finalmente decidiu ocupar, no ano de 2001, o prédio da Antiga Estação Ferroviária, o qual se encontrava em total abandono.
            O motivo da decisão era claro: não havia na cidade qualquer espaço físico que comportasse as crescentes produções dos artistas, que, historicamente, convivem com a indiferença do poder público municipal quando se trata do apoio à cultura.
            Na década de 80, surgiu uma remota esperança, principalmente para os atores de teatro e os músicos, pois nesse período se iniciou a construção do lendário Teatro Municipal, aquele que representaria um espaço apropriado para os artistas.
            Passaram-se anos, décadas, entramos no século XXI, o Teatro jamais fora inaugurado e hoje sofre as ações do tempo que, aos poucos, o leva ao seu estado inicial de ser apenas entulhos, fruto da demolição de outro patrimônio histórico que existiu no mesmo terreno.
            Todos os prédios que simbolizaram a história do povo arcoverdense estão sendo pouco a pouco eliminados, os espaços que reavivavam a memória da população, que provocavam um saudosismo nos mais velhos e uma curiosidade nos mais novos, já não existem mais ou estão em condições precárias.
            Exemplo disso são os famosos cinemas que abrigaram um público de toda a região. O Cinema Rio Branco, que ainda resistiu por muito tempo funcionando precariamente, está fechado; o Cine Bandeirante, que passou por diversas facetas, tornando-se até mesmo um “minúsculo” shopping, também está abandonado; o Cine Las Vegas, que tanto emocionou pessoas de todas as idades com as exibições dos filmes de Teixeirinha, já foi praticamente esquecido, e a parte que ainda resta da Casa da Revista, prédio histórico onde existia um comércio de livros, revistas e discos de vinil, atualmente serve como mural para propagandas de políticos ou bandas de pagode.
            Por fim, a Antiga Estação Ferroviária, que há 10 anos funciona como Estação da Cultura, abriga parte do movimento cultural da cidade de Arcoverde, foi reconhecida pelo Ministério da Cultura como um Ponto de Cultura, comporta as sessões do Cineclube Locomotivo, o qual, apesar de não ter uma estrutura de cinema, supre a necessidade dos cinéfilos e da comunidade em geral exibindo filmes semanalmente. Esse projeto é coordenado por jovens que convivem também com o descaso, deparando-se diariamente com a depredação do patrimônio público centenário.
            De quem é a responsabilidade de cuidar desses espaços? Decerto, cabe ao poder público assumir sua responsabilidade perante a sociedade, investindo e valorizando o patrimônio material e imaterial da cidade, além disso, é necessário proteger a juventude para que esta, ao invés de gastar energias tentando sustentar as paredes de um prédio histórico, preocupe-se mais com o papel que é de direito desses jovens representar: o de produtores de arte.


TEXTO: Raphaella Araújo

domingo, 27 de março de 2011

Evoé

                                           EVOÉ   BACO
                                          Dia Internacional do Teatro



O dia mundial do teatro foi criado em 1961, pelo Instituto Internacional do Teatro (ITI), data da inauguração do Teatro das Nações, em Paris. mas não esqueçamos  que   o teatro nasce juntamente com o homem, desde os primordios,os povos primitivos por meio da dança costumavam exprimir seus estados emocionais e dramatizar situações




 Dionisio para os gregos e Baco para os Romanos                                              

Deus  equivalente ao  romano Baco, especificamente deus do vinho, das festas, do lazer,do prazer, do pão e mais amplamente da vegetação, um dos mais importantes entre os gregos,  e o único Deus filho de um mortal.Frequentemente liderava as Maenads barulhentas, bacantes, sátiros, ninfas e outras figuras disfarçadas para o bosque.
 Nas lendas romanas, tornou-se Baco, que se transformou em leão para lutar e devorar os gigantes que escalavam o céu e depois foi considerado por Zeus como o mais poderoso dos deuses. Mais tarde, seu culto se tornou tão difundido que veio a ser cultuado em um momento histórico particular, até mesmo em Delfos, o santuário-chefe de Apolo. Nos festivais realizados em sua homenagem, que eram basicamente festas da primavera e do vinho, também foi acrescentadas performances dramáticas, especialmente em Atenas, de forma que seu culto pode ser visto ligado ao gênero dramático. Em geral é representado sob a forma de um jovem imberbe, risonho e festivo, de longa cabeleira loira e flutuante, tendo, em uma das mãos, um cacho de uvas ou uma taça, e, na outra, um dardo enfeitado com folhagens e fitas. Também aparece com o corpo coberto com um manto de pele de leão ou de leopardo, com uma coroa de pâmpanos na cabeça e dirigindo um carro puxado por leões. Suas seguidoras embriagadas eram chamadas de bacantes e é considerado também o deus protetor do teatro. Em sua honra promoviam-se festas dionisíacas e os ditirambos, que nas origens do teatro grego eram uma espécie de canto coral constituído de uma parte narrativa, recitada pelo cantor principal, ou corifeu, e de outra propriamente coral, executada por personagens vestidos de faunos e sátiros, considerados companheiros desse deus.


O desenvolvimento do Teatro Grego teve origem no culto prestado a Dioniso em Atenas. O festival principal no qual as tetralogias em competição (três tragédias e uma sátira) eram executadas era conhecido como Dionisía Urbana. Era um evento anual importante para a democracia. O teatro de Dioniso estava situado na encosta Sul da acrópole de Atenas, com lugares para um público de 17.000. Havia também os concursos dramáticos da Dionisía Rural e o festival Lenaia, cujo nome é um sinónimo de "Ménade". As peças também eram executadas no festival Anthesteria, que honrava Dioniso enquanto deus do vinho.



fonte de Pesquisa: Carlos Pinto(Jornalista e
Secretário Municipal de Cultura de Santos)
Wikipédia e no site:http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/MGDionis.html



                                                    HOJE É DIA DE...


                                                                
É mais um dia de se comemorar
De se sentir
Saudemos à Baco...

Saudemos à Dionisio
Alegramo-nos em ser, em sê-lo
atores , atrizes, inventores de uma  
outra realidade...

Bebamos o dia
O vinho
O brilho
A arte....
....Dia de comemorar mais um 27 de Março


 EVOÉ  BACO.


sexta-feira, 25 de março de 2011

SALOMÉ


SALOMÉ 
 FILHA DE UMA MÃE CHAMADA CALYN


Demos inicio ao processo de montagem do nosso próximo espetáculo,
  a partir da obra  de Oscar Wilde: Salomé. Ney Mendes, ator, figurinista, diretor e  atuador do grupo mandalá,  deu asas a sua imaginação e baseando-se em mitos, etnias, e o clássico "Salomé", reescreveu    a história que norteará  o grupo por mais alguns tempos.




                  Ensaios de Salomé- A filha de uma mãe chamada Calyn


Taty Santos, Renata Cordeiro e Thaynara  Marques



      Taty Santos, Renata Cordeiro, Jéssica Mendes e Thaynara Marques

O inseto

Mandalá
no
Aldeia Olho D'Água dos Bredos
Entre em Cena


Após  passar por uma longa adaptação, inicia-se a linha de  montagem e suas ramagens.Os  ensaios e idéias fluíram juntos e cada individuo tendo a consciência do processo produtivo como um todo.
O inseto ganha uma  nova cara, mas o trabalho procura acompanhar a  lealdade do texto "primitivo"( O inseto de Lucia Bittencourt).Mesmo deparando-se com o tempo curto, a esquete foi meticulosamente pensada, desde a duplicação de um personagem, a um caricato e "alienado" inseto asqueroso.

                                                                 Texto: Taty Santos


                                        Taty Santos e Irlandson Bezerra


                                                   Taty Santos


                                        Taty Santos e Thaynara Marques




                                       Nossos  Agradecimentos à todos




Thaynara Marques, Jéssica Mendes e Taty Santos





                            Thaynara Marques, Irlandson Bezerra e Taty Santos


                                                 Taty Santos


                                                 Direção : Jéssica Mendes

         Elenco: Irlandson Bezerra, Taty Santos e Thaynara Marques

Da Obra de Lúcia Bittencourt, vencedora do Prêmio Sesc Literatura 2005,
adaptado  por Jéssica Mendes  e Taty  Santos,O inseto traduz o complexo de uma mulher solitária  e sua necessidade de  socializar-se, a partir daí cria em seu mundo  a existência de um Homem/Barata ou vice versa, do qual começa   a  ter atitudes de  afeto, cuidado, amor,  trata-o  como se fosse o mais real homem, já inventado, apenas em seu mundo,  nessa aventura realiza-se com singelos  gestos cotidianos, tornando-se tão dependente  ao ponto  de  desejar o sumiço de seu amado/odiado ser. A trama foi  apresentada ao grupo através de Kleber Lourenço, em uma oficina  desempenhada pelo  mesmo,no projeto Entre em Cena   no  evento Aldeia olho d'Água dos Bredos,SESC Arcoverde,em dezembro do ano de 2010,a esquete teve uma duração de 20 minutos,e foi apresentada em lugar alternativo, na escadaria  da academia da instituição.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Sara Kali


Oração a Santa Sara Kali


Morri Dei Santa Sara

Que andro traio naclin e moria

Tiro patiamos tsodian o traio nevo

As le manuchi que tussa sas

Tu que san Deulicani

Kai sa amem camasto

Dei as le Romeng

Dei lachi Kai ertis

Kai les sama le Romen

Tu kai janes so amem nacas

Tu kai janes o nassulimos but data ândre

Andar ando ilo le manuchesco

Dik pe amende

Chude pe tire chavê , tiro lusso, dragussuime

Le amem sama ai   amare droma, te aven
 bárrtalê

Ai sativeste

Ninguer amem tche vastessa ai droma  putarde

Amare familía , ai tso ando manuchi mai 
draguestosso

Te avel

Chude tiro lusso, ande tire cheia, te chai aven 
lê 
chave,

Ande pesco traio

Dik pe amende, ando nassulimos, le sama 
amaro ilô 

Le chassuria

Le rrolharico, le sama nassulimos e catar      
                             amarê               dusmaia


                             Ai chude pe amaro  chêro tiro bragossuimos

Sara Kali, amaro Dat Baro chai ningueras 
amaro
                         
                            Rudimos  ai  putrel amare droma
que tiro lusso bariol  ando Del

Ai te aves Bari mascar amende  sorro traio.




Lusitanos, Forasteiros...








                                              O, A manda lá de teatro
                                                   São os seres inusitados
                                              Lusitanos e forasteiros
                                                  São moléculas... partículas
                                              Particulares e  coletivos
                                                  Que se alimentam de tristeza e alegrias.
                                              Do sol, da lua 
                                                  Da noite e do dia
                                              São seres que trazem Na'lma
                                                  A vontade de si, de nos
                                             Transformar um dia, a cada dia
                                                 Em seres humanos 
                                             Mais humanos e seres
                                                 Seres  presentes e amantes
                                                         Da vida...


                                                                  EMOTIVA!




                                                                                   Texto:Renata Cordeiro

PARA AS ESTRELAS!

                                    


                                         Na exatidão dos passos...
Baco se anuncia em gestos, olhares, sorrindo
 O universo conspirando em favor  dos símbolos que se quer e não se quer ser.
Num breve piscar das horas, enganamos o tempo, mestre das inquietações.
 Somos e  já não seremos mais...
 Junção de  imagens, sons, sensações em constante movimentação
Mandaleiros, mandalando, mandalAção....
Em cenas, palcos, terra, chão,nos ares...melodia 
Brincando  com o ritmo das emoções....vagando na mente  alheia...

 Ano... ano de comemorar  ...ano de celebrar... anos, anos, anos...
Saudemos!
 Oito destinos cruzados... um ano inventado....caras expostas...corpos embriagados na arte de sentir.
Por que a arte que  nos consome é  a mesma que nos alimenta.



texto e imagem :Jessica Mendes

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Seduzindo-nos...uma nova vivencia

Inovando-nos na delicadeza de seduzir....
em gestos sutis nos tornamos sedutores seduzidos  com olhares;palavras;ações.....
o instante da ação contínua de cada espectator que assiste  o ato  entregando-se   por  inteiro na sedução de  nós mesmos...
permito-me para sê-lo, jogo de estratégias bem  colocadas...
ventos soprando...
pássaros  cantando...
 mãos que amassam...tocam,sentem....
sussurros que gemem,silenciam,gritam...
Letras a se formar, num roteiro de sensações, que traçamos a escrever sentindo-as.


Vivenciando um outro estar.
            Sendo.

                                                                                     (Jéssica Mendes)